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Curiosidade sobre criptomoedas: Homem ameaça Banco na Holanda com carta-bomba e exige Bitcoin como pagamento  




A polícia holandesa está à procura do autor de diversos ataques com cartas-bomba. Em um ataque coordenado, uma carta explodiu em um setor do banco ABN Amro em Amsterdã, enquanto outra foi encontrada em um cômodo para correspondência de uma empresa de eletrônicos japonesa, a Ricoh. Um terceiro artefato foi enviado para o banco ING. De acordo com as autoridades, o criminoso exigiu uma quantia em bitcoins para não realizar novos ataques.

A extorsão por meio do dinheiro digital ainda é incomum, porém não chega a ser uma surpresa, uma vez que a bitcoin é uma moeda, assim como o real, dólar ou euro. Com ela, é possível realizar pagamentos, compras e até mesmo investir em bitcoin de forma segura já é uma realidade. A novidade, portanto, deve ter chamado atenção do criminoso, que decidiu solicitar o pagamento dessa maneira.

Ainda de acordo com a polícia, a primeira carta-bomba foi encontrada por um funcionário do banco, que ouviu um som semelhante a um apito vindo de um pacote. Imediatamente, ele jogou o envelope fora e houve uma pequena explosão.

Já a segunda explosão aconteceu na cidade de Kerkrade, no escritório da Ricoh, a empresa de eletrônicos. Em um comunicado, a companhia afirmou que não há feridos.

Cartas-bomba bombas vem sendo interceptadas pela polícia desde o dia 03 de janeiro. A suspeita é que todas elas tenham sido enviadas pela mesma pessoa. Um hotel, um posto de gasolina, uma garagem, uma imobiliária e uma empresa de cobrança já foram alvos.

“É justo dizer que tudo isso está conectado porque a mesma exigência foi feita, mas ainda não sabemos quem as enviou”, disse o porta-voz da polícia de Amsterdã, Lex van Liebergen.

Criptomoedas e sua expansão

De maneira sucinta, os criptoativos, mais conhecidos como criptomoedas, são moedas, assim como o real, dólar ou euro, sendo a bitcoin a mais relevante na atualidade. A questão principal, aqui, reside no fato de que esta moeda é digital, ou seja, não existe fisicamente.

Outra diferença essencial é que sua emissão não é controlada pelo Banco Central, como ocorre com as moedas físicas, mas é produzida de maneira descentrada em diversos computadores que “emprestam” sua capacidade para a criação das moedas e registro das transações realizadas. Esse processo de criação é chamado de “mineração”.

Mesmo sendo uma moeda que permite a compra e venda de serviço e produtos em todo o mundo, conforme mencionado anteriormente, as moedas digitais são aceitas até o momento por um número bastante reduzido de empresas.

Isso, contudo, começa a se modificar. O Japão, por exemplo, passou a admitir a bitcoin como um meio de pagamento legal desde abril de 2019. Enquanto isso, diversos outros países iniciam um movimento de regulamentação das criptomoedas, inclusive o Brasil, que já exige que operações de compra e venda com a moeda sejam declaradas ao Fisco.

As polêmicas em torno das criptomoedas

O Facebook anunciou em junho de 2019 o lançamento da Libra, sua própria criptomoeda. A novidade movimentou o mercado financeiro, que passou a se questionar se valeria a pena investir na Libra. Só que logo esses questionamentos foram substituídos por uma série de polêmicas, transformando esse em um dos episódios mais controversos envolvendo criptomoedas desde o seu surgimento.

O Congresso americano chegou até mesmo a solicitar ao Facebook a suspensão do lançamento após um relatório preparado pelo Comitê de Serviço Financeiros. No documento, era solicitada a avaliação e divulgação dos possíveis riscos da implementação desta nova criptomoeda no que diz respeito à segurança cibernética, mercados financeiros globais e preocupações com segurança nacional.

Essa foi, portanto, mais uma das polêmicas envolvendo a rede social comandada por Mark Zuckerberg, também acusada de invadir a privacidade dos seus usuários e estimular a disseminação de Fake News, a exemplo das informações falsas sobre a epidemia do novo coronavírus.