setembro 16, 2019 1:21 pm

Manhumirim: taxistas fazem carreata em homenagem ao amigo morto




Taxistas de Manhumirim fizeram na manhã desta segunda-feira, 16/09, uma carreata pelas ruas da cidade em homenagem ao colega de trabalho Carlos Vicente.

O corpo de uma pessoa foi encontrado carbonizado na manhã de sexta-feira, 13, dentro de um carro incendiado, numa estrada de acesso à cachoeira chata, no km 47 da BR 262, entre Manhuaçu e Realeza.

A placa HBO 1187 localizada confere com a do veículo do taxista que estava desaparecido em Manhumirim e a família reconheceu os objetos junto ao corpo, no entanto, apenas o trabalho pericial é que poderá identificar a vítima através de um exame de DNA.

Ernandes Emerick “Bil”, um dos taxistas amigos de Carlos, diz que o momento é de tristeza. “A carreata foi enorme, muita gente, e nós, taxistas, amigos e familiares viemos prestar a nossa última homenagem. Pela repercussão dá para ver que era uma pessoa querida. Ele já era aposentado, já trabalhou como motorista na prefeitura, e teve a sua vida ceifada dessa forma, ou seja, perdeu a vida por pouca coisa e dessa forma cruel como fizeram”, conta.

A segurança dos profissionais também foi lembrada na carreata. “Muitos passageiros reclamam de negativas de corrida, mas por não conhecermos a gente acaba deixando as pessoas na mão. A gente trabalha com certa maldade, mas acontece. A Polícia Militar faz o trabalho dela com blitz e isso traz segurança pra gente, no entanto o mundo hoje em dia está muito marginalizado, mas pedimos o apoio de outros órgãos também”.

Outro amigo, o taxista Japa do Táxi, lembra que Carlos Vicente era muito popular. “A gente fica se perguntando porquê ele?, além de ceifar a vida dele fazer o que fizeram, querer mal ao corpo. Estamos muito sentidos e sensibilizados. Se nós que éramos colegas e amigos de trabalho estamos assim, imagina a angústia da família que busca ao menos um enterro digno?”, lamenta.

Sobrinho do taxista Carlos Vicente, Ronald Gonçalves, lamenta a perda. “Meu tio não tinha nota, era um cara inexplicável. Não aumentava o tom de voz com ninguém, conhecia todos, era uma pessoa incrível. Trabalhou muitos anos na prefeitura com transporte escolar, todas as professoras gostavam dele, a proporção de amigos é tamanha como demonstra nessa carreata”.

Ele conta que a família está muito abalada. “Toda a família está transtornada e angustiada porque vai demorar o reconhecimento do corpo e isso aumenta ainda mais o nosso sofrimento. Filhos, esposa, netos, todos estão muito angustiados”, lamenta.

Tribuna do Leste