maio 23, 2019 9:22 am

Corpo de homem baleado em Caratinga é recolhido durante velório e retorna ao IML para exame




Em clima de tristeza, familiares e amigos se despediram do servente de pedreiro Pedro Batista da Silva, de 34 anos, que era conhecido como “Pedrão”. O enterro aconteceu na tarde desta quarta-feira, 22/05, no Cemitério São João Batista.

Camila Batista da Oliveira pede empenho da Polícia Civil nas investigações da morte de seu irmão. “A gente quer que seja esclarecido e o responsável punido”, disse Camila.

Pedro morreu na tarde de terça-feira, 21/05 no Casu – Hospital Irmã Denise, onde seguia internado após ser baleado na madrugada de domingo, 19/05. A vítima levou pelo menos três tiros. O crime aconteceu na esquina da Rua Muriaé com a Rua Coronel Chiquinho, no Bairro Santa Cruz, em Caratinga, nas proximidades de um bar.

O autor dos disparos que, até o momento não foi identificado, chegou ao local com o rosto descoberto e fugiu em uma motocicleta logo após cometer o crime. Segundo a irmã da vítima, Pedro não era o alvo dos tiros, e sim outra pessoa.

“Dizem que estava atrás de outro rapaz. Perguntou se ele chamava Sapão e ele falou que não. Realmente não é, porque o apelido dele é Pedrão, e, no decorrer disso, a pessoa deu tiro ali. De acordo com o que nós sabemos, o Pedro não tinha nada a ver. Aí foi para o hospital, fez cirurgia, mas mesmo assim foi a óbito”, disse a irmã da vítima.

A irmã de Pedro contou que o irmão dela não tinha desavença com ninguém. No enterro, a família de Pedro também questionou o fato de o corpo ter sido recolhido durante o velório e encaminhado de novo ao Instituto Médico Legal (IML) para exame. “Porque o IML, o trabalho dele na hora é tirar o projétil e enviar para a polícia. Nós ficamos revoltados porque estava acontecendo o velório, minha mãe é doente e passou mal várias vezes, pois, ela não fala nem anda por causa de um AVC. Já é triste e lamentável porque não sabemos quem é a pessoa que fez isso com ele. Segundo informações de pessoas conhecidas, ele não tinha nada a ver com a situação, queria alvejar outra pessoa, e isso já transtornou a gente. Aí no meio do velório, indo enterrar, eles fazem uma coisa dessa. Isso entristece e revolta todo mundo”, disse ela.

Segundo Camila, o procedimento foi necessário para a retirada de uma bala no corpo de Pedro para exame de balística. “A funerária alegou que o delegado havia entrado em contato para voltar com o corpo para o IML para fazer a retirada de um projétil e fazer o exame de balística. Para poder comprovar e ver se essa bala saiu de uma arma que foi apreendida. Então, falaram que o enterro não poderia ser às 13h30 e que iria atrasar porque o delegado entrou em contato para retornar com o corpo para o IML. Aí nós falamos: ‘não vai retornar não’. Mas quando falou que era para a retirada do projétil para saber se essa bala foi disparada da arma, nós ficamos mais interessados. Revoltou, mas queremos justiça. Porque se for dessa arma, a gente vai saber quem é o culpado”, relatou Camila.

A Assessoria de Imprensa da Polícia Civil informou que o procedimento foi adotado em razão do interesse na investigação. A família concordou em retornar com o corpo para o IML para a realização do exame necessário. O corpo foi liberado em seguida.

TV Super Canal