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Homem e mulher são presos acusados de venda de medicamento abortivo




Foi desencadeada no final da tarde de terça-feira, 16/04, uma operação da Policia Civil de Manhuaçu, que resultou na prisão de Marcos Vinícius Ribeiro de Araújo, de 30 anos, morador de Manhuaçu e Flávia do Carmo Alves Moreira, 31, residente no distrito de Vilanova. Os dois são acusados de comercializar medicamentos abortivos de venda proibida no Brasil.

Coordenada pelo Delegado Regional de Manhuaçu, Dr. Carlos Roberto Souza, a operação contou ainda com o apoio do serviço de inteligência dos Correios. Segundo ele, as denúncias chegaram a Manhuaçu através da Ong Pro-Vida e Pro-Familia dando conta que havia uma mulher se identificando através das redes sociais, em que a mesma prometia uma solução para mulheres que desejam realizar um aborto. “A partir disso, iniciamos um monitoramento de redes sociais e identificamos que essa pessoa era residente de um distrito de Manhuaçu e vinha postando correspondências nas agências dos correios de Realeza, Reduto, Manhuaçu, Manhumirim e Matipó. Rastreando através da cooperação do setor de inteligência e segurança dos correios passamos a rastrear e monitorar e, posteriormente, recolhemos essas correspondências. Periciadas, foi constado se tratar de um medicamento cujo consumo e comércio é vedado no Brasil e proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

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Dr. Carlos Roberto Souza informa que mulher distribuía o medicamento em redes sociais e abriu um grupo no Whatsapp, no qual faziam parte mais 100 mulheres e homens. “Ela explicava, de forma clara e sem qualquer constrangimento, como usar e quais consequências do medicamento. O uso era tratado como algo simples”, reitera.

O Delegado Regional de Manhuaçu salienta que homem era responsável por importar o medicamento do Paraguai, tendo em vista que ia uma vez por mês ao país buscar o remédio – sendo, posteriormente, comercializado para todo o país partindo da região de Manhuaçu. Os medicamentos eram comercializados via aplicativo de mensagens por cerca de R$ 1.500, e mais uma taxa de entrega.

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Os dois foram presos e encaminhados à delegacia de Polícia, em Manhuaçu. Durante a confecção do boletim de ocorrência, o homem tentou contra a própria vida usando um cabo de energia de uma impressora da delegacia. Fato esse que foi impedido pelos agentes. O indivíduo foi levado à UPA de Manhuaçu, onde foi atendido e liberado e posteriormente encaminhados ao presidio de Manhuaçu, onde ele e a mulher ficaram à disposição da Justiça. As pessoas que fazem parte do grupo serão investigadas nas delegacias das cidades onde residem.

Tribuna do Leste

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