março 21, 2019 7:04 am

Caso Jane Cherubim: família de Jonas suspeita que ele foi assassinado




Sem qualquer pista de Jonas Amaral, 34 anos, desde o dia 4 de março — quando ele espancou quase até a morte a namorada Jane Cherubim, 36 anos, no Caparaó capixaba — familiares do agressor suspeitam que ele tenha sido assassinado. A afirmação é da advogado da família de Jonas, Osmar Aarestrup, que pediu na terça-feira (19), por meio de ofício, à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) para que buscas sejam reforçadas na região de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, município em que o crime foi cometido.

Jonas do Amaral é considerado foragido da Justiça desde o dia 5 de março, um dia após o crime, quando o mandado de prisão contra ele foi expedido.

Apesar da suspeita da família, de que Jonas esteja morto, o pedido de reforço nas buscas ainda carrega a esperança de que ele esteja vivo, diz o advogado. “Mas se for encontrado morto, identificar as condições que causaram o óbito. E, se afastada a hipótese de suicídio, que identifique os responsáveis”.

Acionada pela reportagem, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) confirmou o recebimento do ofício da defesa de Jonas Amaral e encaminhou as informações ao delegado responsável pelo caso.

O APELO DA MÃE DE JONAS

O apelo de uma mãe. Consciente do ato do filho e pedindo para que ele se entregue para pagar pelo o que fez, a mãe do representante comercial Jonas do Amaral, 34 anos, publicou um vídeo na página do Facebook dela, no último 15 de março. Dalva do Amaral suplica por ajuda para encontrá-lo.

Falando com pausas e fechando os olhos em muitos momentos, Dalva disse: “Hoje, nessa manhã de sexta-feira, 11 dias que o meu filho, Jonas, está desaparecido. Não sei aonde está. Eu amanheci com o coração mais e mais partido. Eu gostaria de pedir ajuda de vocês, aqueles que puderem me ajudar, me ouvir. Ajuda, gente. Alguma coisa, quem souber do meu filho, por favor, me fala onde ele possa estar. Me fala aonde o meu filho está”.

A mãe ainda afirmou que a família está com o advogado para o Jonas se entregar e que não sabe se filho está vivo ou morto. “Nós estamos aqui para ajudar ele, para ele se entregar. Nós estamos aqui com advogado, para poder ajudar ele se entregar, pra ele pagar pelo o que ele fez. Mas eu preciso saber aonde ele está, porque até agora a gente não sabe se ele está vivo ou se está morto. E se alguém souber, que me ajuda, me ajuda pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus, me ajuda, gente, me ajuda a encontrar o meu filho. É tudo que eu peço nesse dia, nessa manhã”.

O CRIME

A vendedora Jane Cherubim, de 36 anos, foi espancada às 3 horas da madrugada, após sair do local de trabalho com o namorado Jonas Amaral, de 34 anos. Após a agressão, foi largada em uma estrada de Dores do Rio Preto. Por volta de 5h20 da manhã, foi encontrada pelos irmãos, seminua, desmaiada e torturada. Foi levada para um hospital de Carangola (MG). Depois de espancar a namorada, Jonas enviou um áudio por aplicativo para a sogra.

05/03

– Em recuperação no hospital, Jane conseguiu falar e confirmou que foi espancada pelo namorado.

– Justiça decretou a prisão do vendedor Jonas do Amaral, companheiro de Jane, acusado de tê-la espancado. Ele vai responder pelo crime de tentativa de feminicídio.

06/03

– Jane já respirava sem aparelhos, conseguiu falar aos poucos, e permanecia muito inchada devido ao espancamento, ainda sem conseguir abrir os olhos. Em desabafo com a mãe, ela temia que o agressor entrasse no hospital.

– O pai de Jonas disse à Polícia que o rapaz telefonou para ele logo após cometer o crime, dizendo que “sua vida não valia mais nada”.

07/03

– A Polícia de Minas Gerais foi alertada para ajudar na localização de Jonas. Fotos de Jonas e a cópia do mandado de prisão foram distribuídas por várias equipes. Uma equipe foi checar uma denúncia em Pedra Menina, mas não obteve sucesso na prisão.

– A família de Jonas ajudou nas buscas do vendedor, que segue foragido da Justiça. Grupo de 40 pessoas se reuniu para procurá-lo na estrada que dá acesso ao Parque Nacional do Caparaó e nas proximidades.

– A Polícia acreditava que Jonas possa ter tido ajuda para fugir.

– No hospital, Jane se levantou da cama pela primeira vez e se viu no espelho.

08/03

– Jane apresentou significativa melhora no quadro clínico, e seguia internada.

– Força-tarefa da Polícia do Espírito Santo e de Minas Gerais foi organizada para localizar Jonas Amaral.

– A Polícia afirma que iria pedir a prisão temporária do pai e do irmão de Jonas, suspeitos de terem alterado a cena do crime e ajudado o suspeito a fugir.

– Jane recebe a visita do advogado e do delegado, presta depoimento à polícia, chora muito, e passa mal em seguida, após relembrar o crime.

09/03

– No hospital, Jane continuava a ter vômitos e dores de cabeça, após ter prestado depoimento no dia anterior.

– O pai, o irmão e um amigo de Jonas foram ouvidos na Delegacia Regional de Alegre durante três horas.

– O advogado da família de Jonas acompanhava novos depoimentos prestados, e afirmou que os parentes do vendedor está sofrendo perseguição e ameaças na cidade de Espera Feliz (MG).

– A Polícia Civil pede para a delegacia de Imigração da Superintendência da Policia Federal do Espírito Santo travar a saída do vendedor Jonas Amaral nos aeroportos de todo país.

10/03

– Cerca de 50 pessoas fizeram passeata em Espera Feliz, Minas Gerais, cidade de Jane Cherubim, pedindo justiça e respeito a todas as mulheres. Familiares da vendedora também participaram.

– Jane Cherubim recebe alta hospitalar e vai para casa com familiares.

13/03

A Polícia Civil não descarta a possibilidade do vendedor Jonas Amaral, de 34 anos, estar morto. “Diligências estão sendo feitas para verificar todas as possibilidades. Não descarto a possibilidade dele estar morto, mas acredito que ele está vivo e se escondendo” disse.

Também nesta quarta, Jane Cherubim, 36 anos, prestou um terceiro depoimento à polícia.

14/03

O delegado José Maria Simão, responsável pela investigação da agressão sofrida pela vendedora Jane Cherubim, 36 anos, informou que Jonas do Amaral, de 34 anos, pode ter cometido suicídio após agredir a vítima. Ele é considerado foragido da Justiça desde o dia 05 de março, um dia após o crime que ocorreu na localidade de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, na região do Caparaó.

Gazeta Online




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