novembro 21, 2018 8:18 am

Prefeitura de Manhuaçu demite professor suspeito de abusar de crianças em escola




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Foi publicado nesta terça-feira, 20/11, o ato de exoneração do professor suspeito de abusar de crianças em uma escola do Bairro Petrina, em Manhuaçu. O caso foi registrado através de boletim de ocorrência, pela Polícia Militar, no dia 5 de julho deste ano.

Após o fato, a Secretaria Municipal de Educação ofertou denúncia sobre comportamento incompatível com o exercício das funções do cargo. Em seguida, a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar concluiu que as provas juntadas aos autos apontaram no sentido de que houve afronta aos dispositivos do Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Manhuaçu, Lei nº 1.682/91, notadamente quanto aos deveres contidos nos incisos II e IX do art. 126.

A Comissão de Processo Administrativo Disciplinar considerou ainda a ocorrência de violação aos deveres funcionais tipificados no art. 126, incisos II e IX, no desempenho da função, e que a tal fato se aplica a pena de demissão, conforme prevê o inciso V do art. 142 da Lei 1.682/1991.

Entenda o caso

A Polícia Militar registrou ocorrência no bairro Petrina, em Manhuaçu, onde um professor da rede Municipal está sendo acusado por crianças em relatos aos pais de terem sido abusadas. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, no dia 5 de julho.

Policiais foram acionados por pais de alunos. Eles chegaram ao local e encontraram uma aglomeração na frente da Escola Municipal, no bairro Petrina.

Os relatos diversos dão conta de que pais começaram a receber informações de seus filhos contando que o professor passava a mão nas partes íntimas das meninas, tratava diferente dos meninos e fazia ameaças, caso contassem aos pais. Foram identificadas sete possíveis vítimas de 4 a 9 anos.

O padrasto de duas crianças foi até a escola. Ele alegou que não agrediu o professor, que se trancou numa sala até a chegada da PM. No entanto, o educador afirmou que foi empurrado e sofreu escoriações numa mão ao cair no chão.

O professor os abusos contra alunas e alunos na escola e que atua como educador há quase 20 anos.

Os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, onde foi instaurado inquérito que deverá investigar as denúncias.

Agressão

No dia 7 de julho, a Polícia Militar foi acionada para outra ocorrência. O professor foi agredido pelo padrasto de duas alunas, uma de quatro e a outra de sete anos.

A Polícia Militar foi chamada pelo professor. Ele alegou que transitava pelo bairro em direção à sua residência, quando foi visto pelo padrasto das meninas. Esse homem foi ao seu encontro proferindo palavras ofensivas e passou a agredí-lo com tapas e socos.

Atingido no rosto, o professor caiu ao solo. Ele se levantou em seguida, correu para sua residência, de onde acionou a PM.

O acusado das agressões foi localizado em sua casa. Ele relatou aos policiais que o motivo das agressões é porque estava revoltado com as denúncias contra o homem, que mesmo após ser apresentado na delegacia, ainda está em liberdade.

Os dois foram conduzidos ao Posto Policial no Centro de Manhuaçu, onde foi confeccionado um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e irão se apresentar à Justiça no Fórum de Manhuaçu.

Folha de Manhuaçu