outubro 29, 2018 7:49 am

Homem é preso acusado de agredir, jogar gasolina e atear fogo em mulher




As marcas das agressões e queimaduras deixadas no corpo da vítima, uma mulher de 42 anos, são chocantes. A vítima teve seu corpo queimado com gasolina e segue internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O suspeito do crime é o companheiro dela, Itamir Antônio da Silva, de 31 anos, preso pela Polícia Militar, no Bairro Esplanada, neste domingo, 28/10. O caso chegou ao conhecimento da polícia neste sábado, 27/10, após um registro policial feito em Santa Luzia, distrito de Caratinga, local do crime.

“Nós realizávamos policiamento no Bairro Esplanada, quando recebemos uma denúncia de que o autor estaria naquelas imediações. Nós o localizamos e de imediato ele já confirmou que tinha sido o autor das agressões. O fato foi registrado pela Polícia Militar na data de ontem, em Santa Luzia. A vítima foi espancada, tem várias lesões, ele colocou fogo nas genitálias dela, que se encontra internada na UPA, em estado gravíssimo, e está aguardando transferência para Belo Horizonte.”, disse subtenente Polidório.

Para a polícia, Itamir disse que teria agido por ciúmes, mas não entrou em detalhes, segundo informado pelo subtenente da PM. Itamir conversou com a imprensa na Delegacia de Polícia Civil e deu sua versão para o crime. Ele disse que as agressões foram motivadas por uma suposta traição da companheira.

“Eu realmente assumo o meu erro, cometi sim. Por qual motivo, eu saí para trabalhar de segurança, inclusive, eu estava fazendo corrida com um taxista de Piedade de Caratinga, e esse taxista aproveitou que eu estava fora da minha casa e fez uma ligação para ela. Falou assim: ‘Seu marido está fora de casa, poderia ficar com você hoje à noite!’. Ela deixou minhas filhas pequenas, de 6 e 4 anos, dentro de casa, e quando eu chegava do serviço, às 04h30, eu vi aquela cena lá. A minha mulher acabando de sair do carro do ‘cara’, deixando minhas duas filhas, nessa suposta traição. Peguei os dois no flagra, onde eu o machuquei bastante também, perdi a cabeça e realmente cometi esse erro com ela. Tinha uma gasolina dentro do carro dele, eu queria colocar nele. E, como ela estava sem vestimenta ainda, aí eu fui e falei: ‘Ah é, você gosta de fazer isso?!’. Aí joguei nela.”, declarou Itamir.

Segundo a família, as agressões aconteceram na semana passada e a vítima foi encontrada pela filha dela, Suelem de Assis Ferreira, em Caratinga, onde o casal estava morando há poucos dias. A família só soube do caso depois que a vítima conseguiu passar um número de telefone para uma vizinha, que ligou para a Suelem.

“Ela falou o que estava acontecendo. Pediu para eu ir atrás da minha mãe para socorrê-la. Aí, quando cheguei lá na casa, eles me avisaram que ele não estava, daí eu chamei minha mãe. Quando minha mãe abriu a porta, ele estava lá e já veio falando comigo o que eu queria. Aí falei: ‘Quero conversar com minha mãe’. Conversei com minha mãe e aí falei que ia chamar a polícia. Assim que terminei de conversar com minha mãe, ela virou as costas e ele pegou nela e agarrou o cabelo dela. Ela me gritou e me pediu para chamar a polícia naquele momento porque ele estava querendo bater nela. Chamei a polícia, só que antes de a polícia chegar, ele conseguiu fugir. Os policiais nos levaram até a UPA e minha mãe está internada lá em estado estável, com queimaduras praticamente de terceiro grau. Ele bateu nela com um pedaço de pau, a perna dela está quebrada.”, contou a filha da vítima.

A filha disse que Itamir cometeu o crime por ciúmes e negou a suposta traição alegada por ele. “Na quinta-feira à noite ele veio a Caratinga para trabalhar e pediu o taxista para buscá-la. O taxista buscou. Ele disse que o taxista voltou lá e quis ficar com a minha mãe. Por isso, ele provocou essas queimaduras nela, com as minhas duas irmãs, de 4 e 6 anos, vendo tudo. Isso não é verdade. Ele trancava a minha mãe para ela não poder sair. Como minha mãe o traiu? Eles moravam numa roça. Depois de um dia que minha mãe foi agredida, que ele veio para Caratinga. Mesmo assim, não prestou socorro para a minha mãe. Ela teve que passar óleo nas queimaduras porque nem pomada ele comprou.”, disse Suelem.

De acordo com subtenente Polidório, a relação entre os dois já era meio conturbada. Dois registros policiais, sendo um por ameaça e outro por lesão corporal foram feitos em datas passadas. “O autor, nós demos voz de prisão a ele, e o conduzimos até a delegacia. Segundo a delegada, ela irá ratificar o flagrante dele.”, completou o subtenente.

O casal já vivia junto há 10 anos. “Minha mãe já o largou, mas voltava porque ele falava que ia mudar. Ele trancava minha mãe e não a deixava entrar em contato com a família. Ele mudava de local para que a gente não pudesse ver minha mãe.”, completou Suelem.

Itamir disse estar arrependido de ter cometido o crime contra a esposa. “Se eu pudesse voltar atrás, se eu tivesse falado com ela: ‘Pega as minhas filhas e vai embora!’, seria a melhor coisa que eu teria feito com ela, e não estaria aqui hoje!”, disse ele.

“Eu espero justiça, espero que ele seja preso. Porque minha mãe está lá acamada e não consegue andar. Depende de ajuda. Minha mãe vai ser transferida para Belo Horizonte. Não sei como vai ficar a cabeça das duas meninas pequenas, porque elas não vivem sem a minha mãe.”, disse Suelem.

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